511mm – Motorização

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No dia 06 de setembro de 2015, três membros do Nevoeiro foram à chácara na qual está instalado o telescópio 511mm para trabalhar na motorização do mesmo. Para quem não está por dentro, o equipamento de 511mm de abertura pertence ao Armazém do Telescópio e foi cedido para o Nevoeiro pelo Leandro.

Como se trata de um equipamento robusto e bastante pesado, não há possibilidade de ficar transportando o mesmo. Dessa forma, ele está fixo em uma chácara na região metropolitana de Curitiba.

Embora o telescópio já tivesse um projeto de acompanhamento em funcionamento, o mesmo não estava atendendo às expectativas. Por isso, o Reginaldo Nazar, com ajuda financeira de vários membros do Nevoeiro, fez um projeto utilizando Arduíno e motores de passo que aguentem o peso do equipamento.

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Então, no dia 06, foi a hora de ver tudo em funcionamento e testar o projeto na prática. Foram até o local o Reginaldo Nazar, Marcelo Martins e a Elaine Martins. Depois de algumas horas de trabalho, os motores e engrenagem estavam no lugar.

Com tudo no lugar, foi preciso alinhar novamente o telescópio antes de fazer os testes práticos, pois o vento forte da região conseguiu deslocar o equipamento do seu alinhamento original. Por fim, chegou a hora de apontar o 511mm para o céu e conferir se o projeto daria realmente certo.

Foi um satisfação ver que os dois motores colocados deram conta de tracionar a montagem sem problemas e a velocidade de acompanhamento ficou muito boa para observação visual. Apesar das nuvens e da forte umidade, foi possível observar alguns objetos por um longo período sem ter que mexer na montagem, como mostra o vídeo de Saturno abaixo.

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Enfim, o telescópio tem muito potencial. A ideia agora é seguir o projeto e colocar GoTo no 511mm.

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Nevoeiro no EPAST 2015

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Nos dias 05, 06 e 07 de Setembro, Ponta Grossa – PR recebeu astrônomos de todos o Paraná para o EPAST 2015. Trata-se do Encontro Paranaense de Astronomia, que acontece todo ano em uma cidade do estado. O Nevoeiro esteve presente nas atividades do primeiro dia do evento, representado por quatro membros do grupo: Marcelo Martins, Reginaldo Nazar, Elaine Martins e Fernando Lopes. Os dois primeiros foram palestrantes e o Fernando contribui para a exposição de astrofotos.

A ideia era chegar no evento para a primeira palestra, mas a saída da capital para o interior do Paraná estava bem conturbada devido ao feriado prolongado (8 de setembro também é feriado em Curitiba). Por isso, o pessoal acabou se atrasando um pouco, inclusive o palestrante do primeiro horário, mas no final acabou dando tudo certo.

Foi muito bom conhecer pessoalmente alguns nomes relevantes da astronomia brasileira e conhecer o rosto de muito amigos astrônomos que só conhecíamos através de e-mails.

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A primeira palestra que conseguimos assistir foi de ninguém menos que Alexandre Amorim, do NEOA-JBS, de Florianópolis – SC, que falou sobre fotometria. Logo após foi a vez do Reginaldo Nazar representar o Nevoeiro e a comunidade ATM, falando da motorização da montagem dobsoniana que ele fez para o telescópio utilizando arduíno.

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Depois da pausa para o café e a foto oficial do evento, o Alexandre Amorim voltou à frente para a palestra a respeito da observação do eclipse lunar de setembro. Em seguida, foi a vez de falar sobre o ensino da astronomia para crianças através de jogos, com o Ricardo Francisco Pereira.

O anfitrião da festa, Maurício Kaczmarech, foi o próximo a palestrar, falando sobre trajes espaciais e da aviação, com direito a vários capacetes em exposição para o público apreciar. Depois disso, mais um intervalo para um café e um bate-papo com os autores Alexandre Amorim e Ricardo Francisco Pereira.

Na última rodada de palestras do dia, teve o Marcelo Martins (do Nevoeiro), falando sobre a importância de um roteiro de observação e de amigos para compartilhar suas observações, contando causos das observações e também os desafios que muitos iniciantes na astronomia enfrentam.

Por fim, o Rafael Candido de Lima Junior falou de um assunto não muito gostoso para os astrônomos: a Poluição Luminosa (ou PL). Foi assustador e preocupante ver como a luz interfere na saúde e nas rotinas biológicas não só do ser humano, mas de quase todos os seres que habitam o planeta.

Depois de muito conhecimento adquirido e compartilhado, o dia foi finalizado com uma confraternização gastronômica na pizzaria próximo ao local do evento. De estômago cheio, o jeito foi pegar a estrada e encarar o trecho de volta para Curitiba.

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E assim se encerrou a participação do Nevoeiro no EPAST 2015. Apesar de não termos participado do evento em sua totalidade, foi muito proveitoso o dia que passamos com os companheiros de astronomia. É sempre muito gratificante poder aprender mais e mais com os mais experientes e compartilhar o conhecimento com aqueles que estão iniciando suas aventuras pelo Universo.

Para ver mais fotos, acesse os links abaixo.

Domingo de Fé (11/01/2015)…. pois havia chuvas por todos os lados.

Domingo 11, fizemos uma tentativa de observação astronômica.
Mesmo com chuva na região o céu abriu várias vezes.
Anoiteceu depois das 21h00, horário de verão. Ficamos lá só até a meia noite
Pode parecer incrível, mas o céu, mesmo que burocrático, permitiu algumas fotografias.
O papo foi agradável e a noite produtiva.
Quanto às observações eu consegui apenas o cometa Lovejoy, seguindo o laser do Samuel.
Já o Reginaldo e o Samuel exploraram bem o céu.
Na caça ao cometa Lovejoy, mes passado estava entre Sirius e Canopus e hoje já na constelação de Touro!!
Anda rápido esse camarada!!
Registros feitos ontem dia 11/01/2015 em São Luis do Purunã,
Primeira foto Cometa LoveJoy, com frame único e tratamento simples, com o Dobsoniano Skywatcher de 10″ (254mm) em foco direto!!
As outras são  uma Geral do local do cometa, da nebulosa de Órion – M42, na constelação de Órion!!! e a ultima é “NOIS”….

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Observação – 07 e 08 de Fev de 2014

Como sempre depois de algumas mensagem na lista o Grupo Nevoeiro foi ao Morro dos Perdidos fazer uma saída de campo na esperança de ver o máximo da chuva de Meteoros alfa-Centaurídeos.

Saímos de Curitiba por volta das 20h00 chegando ao morro perto das 21h00.

Fomos bem atendidos pelo caseiro da fazenda e 21h30 estávamos armando o acampamento.

Acampamento Montado

Foto: Acampamento

Então começou formar no horizonte oeste uma tempestade.

Tempestade Chegando

Foto: Tempestade chegando

Logo a preocupação com raios foi tomando conta e para nos proteger ficamos alguns minutos dentro dos carros.

Raios

 Foto: Raios

Mas foi apenas um susto a chuva passou longe……

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Foto: chuva

Aí a observação começou 🙂

Foram vistos vários meteoros ao sul e vários objetos nos telescópios como Sombreiro, Plêiades do Sul, Eta Carine entre outros….

Grupo em observação

 Foto Telescópios

Com um céu espetacular mas cansados alguns foram tirar uma soneca enquanto contemplamos o SUL a espera de mais meteoros.

Polo Sul no Morro

Foto: pólo sul

Logo a deusa Vênus apareceu avisando que a noite estava terminando….

Venus nasceu

Foto: Vênus com Escorpião

E fomos contemplar chegada do astro rei.

Alvorada

Foto: Alvorada

Fim

 Foto: Povo

Crônica sobre cometas e o ISON.

Entre os vários comentários nos blogs sobre o ISON, recebemos na lista do nevoeiro esta crônica do Site G1  de autoria do Cassio Barbosa , reproduzimos abaixo na íntegra:

Nós estivemos acompanhando aqui no G1 e em vários outros sites toda a saga do cometa Ison, lembra? Desde que foi descoberto ele foi batizado de “cometa do século”. Isso porque ainda além da órbita de Júpiter, seu brilho já era o de um cometa que estivesse muito mais próximo. Aplicando-se os modelos que descrevem como o brilho aumenta com a diminuição da distância ao Sol, a previsão era de que seria possível que ele fosse visto até mesmo de dia. Esses modelos foram construídos em observações de cometas típicos durante décadas, sendo aperfeiçoados cometa após cometa.

Para que ele se tornasse o tal cometa do século, o Ison precisaria resistir a uma prova e tanto. Sua órbita previa um periélio (a menor distância até o Sol) tão curto que o cometa teria de atravessar a coroa solar sem ser destruído, tanto pelas imensas temperaturas, quanto pelas intensas forças gravitacionais. Os prognósticos eram ruins, mas outros cometas passaram por isso anteriormente e sobreviveram para contar a história, ainda que nenhum tenha ficado tão brilhante assim.

O fato é que o Ison não é um cometa típico e adora pregar peças nos astrônomos: ele estava brilhante onde deveria estar fraco; ele manteve seu brilho constante, quando deveria ter aumentado; sofreu uma violenta erupção, com a emissão de jatos, quando seu núcleo estava “adormecido”; e finalmente, perdeu brilho conforme se aproximou do Sol, quando deveria estar em seu máximo, e se desintegrou no periélio. Só que não!

Já há dois dias que venho acompanhado o Ison quase que de hora em hora, através das imagens obtidas pelos satélites que monitoram continuamente a atividade solar, como o Soho e os Stereo. Durante a tarde a expectativa pela passagem pelo periélio e a sobrevivência do núcleo após esse encontro tórrido com o Sol tomou conta de muita gente. Tanto que o site do satélite Soho, com as melhores imagens dessa passagem saiu do ar.

No meio da tarde o Ison mergulhou por trás do disco solar e suas últimas imagens não eram lá muito auspiciosas. Elas mostravam um cometa com “cabeça pontuda”, como se as partes externas de uma pedra fossem sendo desbastadas, até que uma bolinha brilhante se tornasse a ponta de um alfinete brilhante. Esse é o sinal de que o núcleo é consumido ou se desintegra. Em ambos os casos, destruído.

Durante algum tempo ainda, astrônomos ficaram debatendo se o Ison surgiria novamente nas imagens dos satélites, mas ninguém tinha muita esperança.

Quando já havia um consenso de que o Ison não teria resistido ao seu periélio,  o Soho mostrou uma imagem em que é possível ainda ver uma tênue cauda surgindo na direção esperada para o cometa. Tipo cauda de um núcleo inexistente.

O que deve ter acontecido é que fragmentos do núcleo do Ison continuaram seguindo a órbita do núcleo, como uma bola de neve que vai se despedaçando durante o voo. Apesar das aparências e querer muito que fosse ele, sem dúvida nenhuma o Ison nos pregou outra peça!

Em primeiro lugar, o tal cometa sem cabeça foi interpretado como os fragmentos do núcleo exauridos de todo o gelo, portanto, com pouco brilho. Só a reflexão da luz do Sol nos destroços rochosos. Só que aos poucos o a ponta dessa agulha está se tornando mais brilhante.

Na última imagem do Soho, neste começo de madrugada, ele voltou a ter coma! Isso pode significar que uma parte do núcleo do cometa deve sim ter sobrevivido e está ativo, ou seja, ainda há gelo suficiente nele para formar a coma em volta do núcleo e uma pequena cauda! O cometa deve então seguir sua trajetória e voltar a ser observado no começo de dezembro, especialmente no hemisfério norte.

Mas, na real, eu não aposto em mais nada e termos de previsão para o Ison. Dois colegas meus “enterraram” o cometa mais cedo. Eu mesmo reescrevi este post 2 vezes e ainda estou esperando as imagens mais recentes para poder dizer alguma coisa com mais firmeza. Não duvido que mais tarde as imagens mostrem que essa coma seja a fragmentação derradeira dos destroços do núcleo, pondo um ponto final nisso tudo.

Mas uma coisa é certa. O Ison veio para animar o cenário de cometas. Astrônomos que lidam com imagens do Soho afirmaram que já viram centenas de cometas, mas nenhum como esse. Adaptando uma piadinha que correu no Twitter desse pessoal, “exemplos de mortos que voltaram à vida: vampiros, zumbis, Jason e agora o Ison.

*Crédito: Agência Espacial Europeia “

Fonte: http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2013/11/29/ison-o-cometa-piadista-do-seculo/