20.04.22 Observação – São Luís do Purunã

Aproveitando os dias de céu bom, temperaturas amenas e Lua em fase favorável, fui novamente ao campo para uma experiência com a autoguiagem nas astrofotos.
Cheguei ao local de observação pouco após as 19h00 e iniciei a montagem. É um processo um tanto demorado para fazer astrofotos, pois exige um bom alimento do eixo R.A. (ascensão reta) com o pólo sul celeste. Com um vento fraco, também montei uma barreira contra ventos que improvisei e deixo no local de observação; ela tem se mostrado muito útil para isso, e até para conforto nas observações.

Tudo ajustado, dei uma passeada por Órion e sua grande Nebulosa, e iniciei o processo de preparo para registro das imagens. Encontrei uma estrela guia, ajustei a buscadora, o foco da buscadora, e acoplei a câmera da autoguiagem. A autoguiagem LVI-2 demorou para encontrar uma estrela guia, pois é do tipo autônoma, sem uso de laptop; resiste bem ao orvalho, é robusta, porém seu processador é mais lento. Todo o processo consome um bocado de tempo, e foi por este motivo que não adotei ele na série de fotos que fiz de todos os objetos possíveis de Caldwell e Messier (talvez eu seja o primeiro do estado que concluiu isso). Na minha região essas noites de céu bom são raras e precisei optar por astrofotos minimalistas para completar a tarefa que me consumiu sete anos. Agora posso me dedicar no aperfeiçoamento de alguns registros.

Nesta sessão fotografei o Tripleto de Leão e a Markaria’s Chain novamente. Até para comparar com o registro que fiz dela na semana anterior. Com menos frames gostei mais do resultado com a autoguiagem, pois revelou mais detalhes. Aproveitei também para registrar a região de M87, imediatamente ao lado, com mais alguns frames.

Perto de 23h00 orvalhou embaçando a lente da buscadora, e o espelho secundário, exigindo uma intervenção com o soprador de ar quente (secador de cabelos). Aprendi com o Reginaldo que após a precipitação do orvalho o céu melhora, e de fato isso aconteceu, mas já passando de meia noite resolvi encerrar após mais algumas fotos.

NGC:3623 M65 GALXY RA:11h19 DEC:13°05′ m:10.25 Triplet LEO
NGC:3627 M66* GALXY RA:11h20 DEC:13°00′ m:8.9 Triplet LEO
NGC:3628 GALXY RA:11h20 DEC:13°35′ m:9.4 Triplet LEO
Orion 203mm f/4.9 + MPCC MK III + EOS 6D + Atlas EQ-G
LVI2 Autoguider + Baader Vario Finder 10 × 60
7 × 30s @ISO 3.200
Markarian’s Chain com M84, M86, The Eyes e outras galáxias, em Virgem.

Orion 203mm f/4.9 + MPCC MK III + EOS 6D + Atlas EQ-G
LVI2 Autoguider + Baader Vario Finder 10 × 60
21 × 30s @ISO 3.200

20.04.16 Observação – São Luís do Purunã

Olá.
Na quinta-feira, 16 de Abril, as 18h10 me dirigi ao local de observação afastado da cidade para aproveitar o céu limpo. Fui sem maiores preocupações com o tal vírus chinês, pois lá não tenho contato com ninguém. Já na estrada de chão, bem conservada, me deparei com um lebrão correndo diante do carro, seguindo o caminho. Diminuí a velocidade e fui apreciando a cena até o bicho encontrar uma brecha e fugir pelo capim alto.

Órion se pondo, com Vênus muito brilhante.

Inciei a montagem as 19h10, devagar pois estava com o pé machucado, e como ando bastante até o carro e o telescópio, o processo foi lento. Mesmo assim, as condições de observação estimulavam e compensavam qualquer desconforto. A mínima não passou de 9°C, sem vento, seeing muito bom e sem qualquer orvalho. A Lua nasceria no início da madrugada, lá por 2h00.

Meu objetivo desta vez era melhorar uma captura da Markarian’s Chain. Um erro no alinhamento provocou um pouco de deriva, mas consegui um número grande de bons frames.

Markarian’s Chain com M84, M86, The Eyes e outras galáxias, em Virgem.

Orion 203mm f/4.9 + MPCC MK III + EOS 6D + Atlas EQ-G
47 × 30s @ISO 3.200
Centauro, Cruzeiro, Carinae, Grande Nuvem de Magalhães, Pequena Nuvem de Magalhães e a região do Polo Sul Celeste.

Enquanto capturava as imagens, fui apreciando o céu com o binóculos, passeando por alguns objetos, e constelações. Estava muito bom.

Após registrar o espetacular conjunto de galáxias da Markarian’s Chain, resolvi dar uma olhada em M51, nas proximidades da Ursa Maior, em Cães de Caça. Aproveitei e fiz esse registro, com o 203mm e a full frame, em um campo bastante amplo. O meu registro anterior dela foi com uma 60D.

NGC:5194 M51 GALXY RA:13h30 DEC:47°12′ m:8.4 Whirlpool CVn

Orion 203mm f/4.9 + MPCC MK III + EOS 6D + Atlas EQ-G
7 × 30s @ISO 3.200

Encerrei a sessão de astrofotos as 23h30, desmontei, guardei, e parti 0h10. Na estrada apreciei o nascimento de Júpiter alinhado com Saturno. Marte viria a seguir, mas não quis esperar, pois era tarde para um dia de semana e o dia seguinte me aguardava.

20.03.14 Observação – São Luís do Purunã

Olá.

No último sábado fomos fazer uma observação, aproveitando a massa de ar seco e algumas horas de céu aberto sem Lua.

Cheguei ainda com luz do dia, e aproveitei um belo por do Sol enquanto montava o equipamento e me despedia do pessoal que desocupava a pista (algumas pessoas e um menino ficaram para olhar pelo telescópio).
Logo chegaram o Reginaldo e seus convidados, um colega de trabalho e sua filha; o Ivan e esposa. Eu montei o meu 203mm, Reginaldo montou seu espetacular 300mm e Ivan um dobsoniano de 150mm. Com três telescópios foi um astrofesta.

Fui fazendo uma astronomia na calçada com a Nathália, e o pessoal que ficou; apontando as constelações de Órion, Touro, e Cão Maior, mostrando a grande nebulosa de Órion, as Plêiades, Hyades, e depois virando para o Sul, apresentei a Caixa de Jóias, Ômega do Centauro, Eta Carine, onde me detive mais. De uma panorâmica com binóculos fui para pouco aumento (28x) até o máximo de 200x com a ocular de 5mm; com a qual pudemos observar as bolhas douradas do homúnculo. Nathália percebeu a Keyhole Nebula sem eu precisar comentar.
Dali visitamos os aglomerados abertos Whishing Well e Diamond, este último estava sem graça, e fomos para as nuvens de Magalhães, e seus objetos, Tarântula e 47 Tucanae.

No começo da sessão vimos um satélite brilhante cruzar o zênit, e mais adiante alguns viram belos meteoritos.

Por volta de 22h00 começou a ventar um pouco e o céu foi fechando rapidamente no horizonte. No alto ainda aberto pudemos apreciar Tau do Cão Maior para fechar essa proveitosa sessão de 2h30 que passou voando.

Enquanto desmontávamos batemos um papo e contamos alguns causos, perto de meia noite nos despedimos e saímos com uma lebre cruzando do campo de soja na direção do pasto dos cavalos. Na estrada a Lua nascendo foi mais um bônus da noite.

Fernando Lopes

20.01.25 Observação – São Luís do Purunã

Olá.

Cumprindo os propósitos de observar mais o céu em 2020, agarrei a oportunidade maravilhosa que se apresentou no sábado.

A última ocasião que eu liguei a montagem foi em 20.jun.19, há seis meses. Um longo período sem esse necessário contato com os céus noturnos lá no campo.
Aliás, dessa vez a proposta era diferente das últimas observações, que eram para completar astro fotos das listas de Caldwell e Messier.

No sábado a intenção era apenas observar, sem fotografar objetos, mesmo o céu e condições estando espetaculares para isso. Céu limpo, temperatura agradável de 17°C, sem vento, sem umidade, com seeing muito bom; tudo coincidindo com uma lua nova. Um presente de Verão, e oportunidade rara de apreciar as constelações desta época.

Não pude chegar muito cedo no campo, apenas 20h30, quando fui recebido por duas lebres grandes na entrada da pista. Se esconderam na cerca dos cavalos e segui adiante, montando o equipamento e iniciando a observação 21h30.
Olhei a Caixa de Jóias, e a nebulosa planetária Blue, dois objetos na constelação da Mosca e fui para o outro lado do céu, nas Plêiades que estavam belas. Hyades a cabeça do touro, e Aldebaran bem vermelha. A nebulosa do Caranguejo também estava bem definida, naquele pequeno chumaço de algodão, sem revelar detalhes.

Neste momento chegaram familiares do Ricardo, que estavam com um chalé. Fiz uma boa astronomia na calçada com o pequeno grupo de quatro pessoas.

Dei uma espiada em Betelgeuse apenas por curiosidade pois não tinha uma observação anterior para comparar. Ainda é bem visível a olho nú, apesar de sua diminuição de brilho. Daí busquei a Flame, ao lado de Alnitak, lá no cinturão de Orion, tênue e bem definida. Espetacular mesmo estava a Grande Nebulosa de Órion, na espada do caçador. Seu trapézio revelava as duplas facilmente com o 254mm (sinal de boa qualidade no céu), sendo também nítida a De Mairan’s, colada no “pássaro”. Perceber a Running Man, foi um pouco mais difícil.

M78 estava também bem definida e bela; Tau do Cão Maior é aquele aglomerado triangular com uma estrela brilhante em frente. Da Rosset apenas o aglomerado, e uma surpresa foi a Hubble’s Variable, também bem definida e brilhante.

Olhei duas galáxias por ali: NGC 4699 e C52; que se apresentaram como fumacinhas pequenas, nessa hora de contraste pobre.

Mostrei a grande nebulosa de Eta Carinae, e colocando um bom aumento, destaquei o homúnculo que estava muito bem definido com suas bolhas. A superior (na imagem) mais brilhante e a inferior um pouco apagada; mais um atestado da boa qualidade do céu. Uma passada pelas Plêiades do Sul e chegamos à Tarântula lá na Grande Nuvem de Magalhães, estupidamente nítida e detalhada com sua renda fascinante.

Ômega do Centauro não estava tão bela, ainda um pouco baixa, nem as galáxias Centaurus A e Tweezers com pouco contraste. Legal foi constatar que o pessoal aprendeu a usar a visão periférica para ver esses objetos. Mostrei novamente Órion, Plêiades, e se despediram.

Aproveitei e me concentrei em localizar e observar a nebulosa planetária do Eskimó que também estava bem definida.

Durante a noite vi dois meteoros longos e fracos riscarem o céu na direção sul/oeste, como é habitual observar no local.

Com a ajuda do GoTo e do Astromist no Palmtop, a noite rendeu e assim aproveitei o presente raro.
Encerrei 1h45, guardei a tralha e parti. Lá estavam novamente as lebres.
Imagino que aquela raposinha não anda por ali, ou já teriam sido jantadas.

Fernando.

Cometa C/2013 US10 Catalina

Nos meses  Agosto e Setembro de 2015 conseguimos observar o cometa C/2013 US10 Catalina, pelas previsões com Mag entre 7.5 e 8.

Conseguimos localizar ele  no dia 07 de Agosto no Morro dos Perdidos, e não foi difícil de localizar, era perceptível pelo binóculo ao sul, próximo da região de Tucana, fiz um registro para lembrar do cometa:

C2013 US10 Catalinha
C2013 US10 Catalina

O Fernando fez esta foto abaixo no dia 08 de Agosto, na região de S. Luiz do Purunã:

C2013 US10 Catalinha by Fernando
C2013 US10 Catalina by Fernando

E esta foto foi em 12 de Setembro , próximo a Tijucas do Sul, feita pelo Reginaldo:

C2013 US10 Catalina
C2013 US10 Catalina by Reginaldo

Gostou, mais fotos legais aqui:

O cometa C/2013 US10 Catalina continua mais um tempo nos céus, mais detalhes dele e como localizar na página da REA-Brasil.

Boa caçada ao cometa.