C/2012 S1 ISON – A Saga ISON – ISOFF

 

O dia de hoje, 28 de novembro de 2013, foi de grande expectativa para os astrônomos do mundo todo, pois marcou o periélio do cometa ISON. Isso significa que às 18h43 UT desse dia, o chamado “cometa do século” esteve em seu ponto mais próximo ao Sol.

A expectativa dos astrônomos em validar suas teorias sobres os cometas (explode? Sobrevive? Por quê?) fizeram os principais fóruns sobre o assunto baterem recorde de mensagem/hora, além de tornar o acesso às imagens da sonda SOHO um verdadeiro milagre.

A NASA fez um hangout com 2 horas de duração para tentar mostrar “ao vivo” o registro do ISON feito pelas sondas SDO.

A saga ISON e ISOFF (obrigada pela piadinha Glauco)  foi acompanhada e discutida por diversos membros do Nevoeiro. Veja abaixo um pouco do que aconteceu.

ISON – Todo mundo vendo o cometa se aproximando do Sol com brilho e força consideráveis. Alguns canais chegaram a dizer que era possível visualizar o ISON a olho nu.

ISOFF – A morte foi declarada em diversos momentos para o cometa, principalmente depois que a imagem abaixo foi divulgada.

ISON_C2_2

2013 November 28 @ 17:36 UT
Aqui a foto mostra uma CAUDA sem COMA, ou seja, o núcleo do cometa não existira mais.

http://www.alpo-astronomy.org/cometblog/?p=148

ISON – O cometa volta a dar o ar da sua graça. A foto de 29-Novembro mostra que uma grande quantidade de material resistiu e não sublimou como foi noticiado.

latest

2013 November 29 @ 09:11 UT

Veja a saga completa do ISON em diversos ângulos nas imagens abaixo.

-clique na imagem para ver a animação-

Visão do C2 da SOHO
lasco-ison

Visão do COR2 da STEREO
S2MEa15

Visão do C3 da SOHO
ISONC3latest

sol_azul_grande

 

O texto a seguir foi retirado e traduzido da lista de discussão comets-ml, do Yahoo! Groups, e descreve a opinião do Carl Hergenrother sobre o que pode ter acontecido com o ISON.

O que pode estar ocorrendo:

1) O núcleo do ISON fragmentou em vários pedaços menores. É essa nuvem de mini-núcleos que continua a sublimar . Ao invés de um coma condensado agora temos um coma prolongado difusa que deve continua a espalhar-se e desaparecer. Os mini-núcleos individuais vão se separar ( devido à pressão da radiação solar e ventos solares ). Isto é o que ocorreu com outros cometas desintegrados como C/1999 S4 ( LINEAR ) C/2010 X1 e ( Elenin ). O rompimento não significa que o cometa desaparece instantaneamente, como os mini-núcleos pode durar alguns dias ou semanas após a fragmentação . De certa forma, o cometa parece apenas desmoronar. Com base nas imagens SOHO que eu vi esse é o meu palpite para o que está acontecendo com ISON .

2) Grande parte do coma ISON consistiu em pequenas partículas de poeira que foram vaporizados pelo calor intenso do sol. Vimos algo semelhante com C/2011 W3 ( Lovejoy ) como apontado por Joe Marcus, Zdenek Sekanina e Paul Chodas em seus artigos sobre o assunto . Se este é o caso com ISON , deve sumir a medida que se afasta do sol.

John Bortle mencionou o caso de Seki-Lines em 1962. Como ISON , uma dinâmica nova cometa que se aproximaram centésimos de UA do sol e apesar de terem sido brilhante antes e depois do periélio, não foi observado no momento do periélio. Era quase como se o cometa fosse desligado próximo periélio. Talvez fosse a vaporização do seu coma poeira pelo intenso calor solar ou qualquer outra coisa, mas um segundo exemplo de cometa, o Lovejoy, parecia desaparecer próximo periélio só para voltar forte depois.

Se tivermos sorte, o núcleo permanece em uma única peça para refazer a coma e cauda mais substancial.

– Carl Hergenrother

O cometa em si não se apresentou como o “GRANDE COMETA DO SÉCULO”. Repare no tamanho do ISON (no centro) em comparação com o C/2006 P1 McNaught (à esquerda) na figura abaixo.

comparacao

O site Apollo 11 também acompanhou o “cometa do século” e registrou os diversos momentos ISON e ISOFF. Clique aqui para acessar a matéria.

Como o ISON foi imprevisível em diversos momentos da sua trajetória até aqui, agora o jeito é esperar e ver como o cometa (ou o que sobrou dele) irá se comportar.